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"Lei Seca em Cuiabá: 39 das 67 autuações foram por registro ou licenciamento; 49 veículos ao pátio"

Resposta rápidaA Operação Lei Seca da madrugada de 6 de novembro de 2026, na Avenida do CPA, em Cuiabá, terminou com 7 presos, 49 veículos removidos e 67 autos de infração contra 60 motoristas. O motivo mais comum não foi o álcool. Foram 39 autos por veículo sem registro ou licenciamento, contra 6 por embriaguez e 7 por recusa ao bafômetro.
Neste artigoO que a blitz encontrouSete presos, cinco por embriaguezPor que o licenciamento pesa tanto?Quanto custa cada infraçãoPerguntas frequentesFontes

O que a blitz encontrou

A blitz tinha o nome de Lei Seca, mas o documento do carro pesou mais do que o bafômetro. Na madrugada desta sexta-feira (6), a operação parou veículos nos dois sentidos da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, a Avenida do CPA, no bairro Araés, em Cuiabá.

Foram 155 veículos fiscalizados e 157 testes de alcoolemia. O balanço fechou com 67 autos de infração, aplicados a 60 motoristas, e 49 veículos levados ao pátio: 35 carros e 14 motos.

Os autos se dividem assim:

MotivoAutos
Veículo sem registro ou licenciamento39
Dirigir sem CNH12
Recusa ao bafômetro7
Dirigir sob efeito de álcool6
Outras infrações3

Sete presos, cinco por embriaguez

Duas coisas explicam as prisões. A primeira é o álcool: cinco motoristas foram presos em flagrante por embriaguez ao volante. Um deles também foi enquadrado por desobediência e por racha ou manobra perigosa. Outro respondeu ainda por uso de droga e por dirigir sem habilitação.

A segunda são os demais crimes. Uma pessoa foi presa por adulteração de sinal identificador de veículo, e outra por desobediência e resistência.

Participaram, entre outros, o Gabinete de Gestão Integrada da Sesp, o Batalhão de Trânsito da PM, a Delegacia de Delitos de Trânsito, o Detran e a Semob.

Por que o licenciamento pesa tanto?

Porque a medida prevista é a remoção do veículo. O art. 230, V, do CTB classifica como gravíssima a condução de veículo sem registro ou sem licenciamento, e a medida administrativa é a remoção. Em novembro de 2026, a gravíssima custa R$ 293,47 e soma 7 pontos.

O balanço não diz quantos dos 49 veículos foram removidos por esse motivo. Mas quem tem o veículo removido precisa regularizar o documento e retirá-lo do pátio. Os guias sobre licenciamento atrasado e sobre veículo removido ao pátio mostram esse caminho.

Quanto custa cada infração

Os valores abaixo são os do CTB em novembro de 2026.

  • Sem CNH (art. 162, I): multa de R$ 880,41 e retenção do veículo até a chegada de condutor habilitado. O guia sobre dirigir sem CNH explica quando isso também vira crime.
  • Álcool (art. 165): multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
  • Recusa ao teste (art. 165-A): mesma multa e mesma suspensão, mesmo sem prova de embriaguez. Nos dois casos, a multa dobra se houver reincidência em até 12 meses.
  • Crime de embriaguez (art. 306): detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a habilitação.

As regras do teste e da recusa estão no guia da Lei Seca em 2026.

Perguntas frequentes

Onde foi a blitz?

Na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, a Avenida do CPA, no bairro Araés, em Cuiabá, nos dois sentidos, na madrugada de 6 de novembro de 2026.

Quantos veículos foram removidos?

Foram 49, sendo 35 carros e 14 motos. O balanço publicado não informa quantos saíram por cada tipo de infração.

Quanto custa rodar sem licenciamento?

O art. 230, V, do CTB trata a conduta como infração gravíssima, com remoção do veículo. A multa é de R$ 293,47, com 7 pontos, em valores vigentes em novembro de 2026.

Quanto custa dirigir sem CNH?

O art. 162, I, do CTB prevê multa de três vezes o valor da gravíssima, ou R$ 880,41 em novembro de 2026, e retenção do veículo até a chegada de condutor habilitado.

Quem recusa o bafômetro responde a quê?

Pelo art. 165-A do CTB, a multa é de dez vezes o valor da gravíssima, R$ 2.934,70 em novembro de 2026, com suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 6 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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