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Finados termina com 71 mortos nas BRs, diz PRF, e 17.063 flagrantes de excesso de velocidade

Resposta rápidaO balanço nacional preliminar da PRF para a Operação Finados 2026, de 30 de outubro a 2 de novembro, soma 71 mortes, 894 feridos e 881 sinistros em rodovias federais, segundo o Portal do Trânsito. Foram 17.063 flagrantes de excesso de velocidade, 3.947 infrações por ultrapassagem irregular, 2.466 autuações por falta de cinto e 408 por celular. A PRF ressalva que os dados podem mudar.
Neste artigoSaiu a conta nacionalO que esses números não dizemA ANTT tem outro númeroTrês riscos apontadosFoi flagrado no feriado?Perguntas frequentesFontes

Saiu a conta nacional

Quando publicamos os balanços estaduais do feriado, ainda não havíamos localizado um consolidado do país. Ele apareceu no Portal do Trânsito: a PRF divulgou em 3 de novembro um balanço preliminar da Operação Finados 2026, que foi de 30 de outubro a 2 de novembro.

São quatro dias nas rodovias federais, com estes números:

ItemTotal
Mortes71
Feridos894
Sinistros881
Flagrantes acima do limite de velocidade17.063
Infrações por ultrapassagem irregular3.947
Autuações por falta de cinto2.466
Infrações por celular na direção408

Só o Paraná respondeu por 11 das mortes, incluindo 3 pedestres atropelados.

Não abrimos a nota nacional da PRF. O número chega pela reportagem, que informa que as estatísticas podem mudar na consolidação.

O que esses números não dizem

Duas ressalvas evitam leitura errada, e ambas estão na própria reportagem.

A primeira: flagrante não é causa. Registrar 17 mil flagrantes acima do limite não prova que a velocidade causou aqueles sinistros, e o balanço nacional não separa as ocorrências por fator contribuinte.

A segunda: fiscalização depende de lugar, horário e prioridade. Os números mostram o que foi flagrado, não o comportamento de todos os motoristas. Por isso, as 408 infrações por celular não significam que quase ninguém usou o aparelho.

A ANTT tem outro número

A ANTT contou 30 mortes nas rodovias federais concedidas que acompanha. Dessas, 36,7 por cento ocorreram em colisões frontais em pistas simples.

Não some com os 71. As bases são diferentes, avisa o Portal do Trânsito.

Três riscos apontados

A reportagem destaca três pontos para quem viaja:

  • Ultrapassagem. Visibilidade, distância e espaço pesam tanto quanto a sinalização. "A faixa permitindo ultrapassar não garante que a manobra seja segura", diz Celso Mariano, diretor do portal.
  • Velocidade e distração. Segundo a PRF, a 100 km/h um veículo percorre cerca de 28 metros por segundo. Uma olhada no celular consome uma distância longa. A orientação é parar em local seguro para mexer no aparelho ou no GPS.
  • Condições da via. Sinalização, pavimento, visibilidade e travessias também entram na análise, e pedestres precisam ser considerados.

Foi flagrado no feriado?

Se não houve abordagem, a notificação vem depois. Se você assinou o auto na hora, ela já valeu, e o prazo da defesa está correndo. Veja três caminhos:

Falta de cinto custa R$ 195,23 e 5 pontos. Segurar ou manusear o celular custa R$ 293,47 e 7 pontos, conforme explicamos no guia sobre celular ao volante. Os valores são de novembro de 2026.

Perguntas frequentes

Quantas pessoas morreram nas rodovias federais no Finados de 2026?

O balanço preliminar da PRF, publicado pelo Portal do Trânsito, soma 71 mortes de 30 de outubro a 2 de novembro. O número pode ser atualizado na consolidação.

Os 30 mortos da ANTT entram nessa conta?

Não se devem somar. A ANTT acompanha rodovias federais concedidas, e os números vêm de bases diferentes, avisa o Portal do Trânsito.

A velocidade causou as mortes?

O balanço não permite dizer isso. Ele não distribui as ocorrências por causa, e flagrante de infração não prova relação com os sinistros.

Quem foi flagrado no feriado já está multado?

Flagrante não é o fim do processo. Sem abordagem, a notificação vem depois. Se você assinou o auto na abordagem, ela já valeu e o prazo da defesa prévia está correndo.

Qual a multa por falta de cinto?

R$ 195,23 e 5 pontos na CNH, em infração grave, com valores de novembro de 2026.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 7 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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